Um ícone do empreendedorismo tem muita coisa a ensinar e neste livro O Estilo Richard Branson de Gerir, o autor Des Dearlove apresentar varias ideias e peripécias do gestor mais ousada da atualidade. No insta @brunomrperin já falei algumas vezes dele e dei dicas de livros semelhantes…

Branson adota a rota que leva aos navios mais carregados de tesouros, com o butim do excesso de poder sobre o mercado. Inúmeras vezes hasteou o logotipo da Virgin – como uma versão moderna da caveira e dos ossos cruzados – sobre um novo negócio, quando ele e sua jovem tripulação pirata faziam a abordagem do mercado  de uma ou outra multinacional.

Mas a Virgin provou ser um competidor forte. No seu caso, existem dois fatores. Primeiro, Branson nunca foi preparado para se deixar pisar pelos grandes. Segundo, ele escolhe sua batalhas com muito cuidado. Diante de um competidor agressivo, a estratégia de Branson é simples: fazer muito barulho para irritá-lo e deixar que ele tente espantar você – depois, basta sentar e esperar que ele cometa um erro. Quando o fizer, ataque com força onde realmente doer.

uma marca é tão boa quanto

Por exemplo, o primo de um funcionário que já trabalhou para Branson em sua primeira empresa relembra a impressão inicial dele. Ao chegar ele se surpreender ao ser cumprimentado por Branson com um beijo “pensei, meu deus, que lugar estranho para ficar, mas igualmente interessante, porque isso foi um beijo amistoso.

Branson convenceu esses indivíduos racionais de que abrir mão da compensação financeira era divertido.

No hotel, outras companhias de discos talvez ocupassem o dia discutindo novas estratégias e produtos. Na Virgin, os negócios estavam banidos. Ao contrario, os convidados passavam o fim de semana jogando tênis ou golfe, nadando e tomando sol, comendo e bebendo com muito prazer, usando drogas e dormindo acompanhados a noite.

A sede da revista Student, o primeiro negocio de Branson após deixar a escola, parecia uma comunidade Hippie que a redação de uma revista. Perdiam-se prazos, a publicação dava prejuízo e acabou falindo, mas as pessoas que trabalhavam ali se divertiam muito. Enquanto outras companhias tentariam sessões de brainstorm, a equipe preferia sentar-se e fumar um baseado.

Como diz Mick Brown em sua biografia de Branson: é difícil pensar em outro homem de negócios ou capitão de indústria em qual quer setor, capaz de entreter assim seu pessoal. Da mesma forma é difícil pensar em outro presidente de companhia aérea capaz de receber os passageiros na porta do aviação ou se vestir de comissária de bordo.

Os setores nos quais a Virgin se estabelece raramente continuam como eram. É inerente a abordagem do rebelde Branson escolher setores que clamam por inovações. Geralmente esses setores se caracterizam por falta de imaginação e de respostas as necessidades reais dos consumidores. Em certos casos, a triste situação é quase aceita pelos consumidores como simplesmente “ é assim que as coisas são”. Então surge Branson – não precisa ser assim.

Não imite, inove. Outro denominador comum dos negócios ao estilo Branson é o desejo de sacudir os mercados que entra.

Jamais aceite um não como resposta. A cara de pau de Branson para barganhar tornou-se uma marca da companhia. Não, nunca e impossível são palavras que não constam no seu dicionário.

o segredo é elogiar mais que criticar

Branson possui um potencial notável de capacitar pessoas a conquistarem o que não sabiam ser possível conquistar. Branson é realmente bom em criar energia em torno de u objetivo – seja este uma empresa ou o guines. Ele espalha confiança e uma crença de que nenhuma montanha é tão alta.

Nos primeiros dias da Virgin Music, o selo da companhia, Branson contratava pessoas sem nenhuma experiência formal, mas que gostavam de musica e tinham paixão por produzir discos. Sem supervisão, essas pessoas davam o melhor de si no trabalho para justificar a confiança. Naqueles dias, era comum as pessoas recusarem propostas de maior salario, pois amavam a Virgin.

 

Na Virgin, sabemos o que a marca significa e, quando a colocamos em algo, estamos fazendo uma promessa. É uma promessa que sempre cumprimos e que vamos continuar a cumprir. É mais difícil trabalhar para cumprir promessas do que para fazê-las, mas não existe uma fórmula secreta. A Virgin não abre mão de seus princípios e mantém suas promessas.

De fato, entre o pessoal da Virgin as tendências exibicionistas do presidente são bem conhecidas. Ele parece ter uma paixão por se fantasias e por se despir em igual medida. Branson chegou a se despir, em uma viagem a suíça, em aposta que esquiaria 100% nu, por 10 libras, ninguém apostou e ele fez isso igual.

Uma coisa é reconhecer o potencial de um negócio e outra muito diferente é torna-lo realidade. Este é um dos segredos de Branson: a capacidade de fazer as coisas acontecerem. Ele é o catalisador que dispara uma reação em cadeia que transforma a energia potencial existente em um projeto ou ideia na energia cinética que despacha pessoas em muitas direções.

A enorme vantagem de um parceiro que já é especialista no negócio é que as curvas de aprendizado são menos íngremes, e o acesso ao conhecimento dos especialistas, imediato.

Quem nunca fez nada errado nunca fez nada.

Toda vez que uma empresa se torna grande demais, fundamos uma nova. Manter as coisas pequenas significa manter as coisas pessoais – Branson

A diferença entre Branson e 99,9% dos indivíduos que dirigem grandes empresas é que ele trata as pessoas de maneira decente e ouve com atenção o que elas têm a dizer.

 

 

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