O Jogo das Startups é um dos melhores livros sobre investimentos em Startups que já li, fantástico nas dicas e também para aprender um pouco da história do vale e o investimento em novos modelos de negócio. William Draper é um dos maiores nomes desse universo e compartilha lições valiosas.

As partes que mais gostem do livro seguem abaixo.

Alvin Tofler “mudanças não são necessárias para a vida – Elas são a vida” Ele acreditava que o grande motor das mudanças era a tecnologia, que cresce por si só e torna possível o avanço consequente.

Não invista dinheiro que você não pode perder.

O formato da sociedade de capital de risco é simples: os sócios limitados investem o dinheiro, e os sócios gerais fazem o trabalho.

Quando chega a hora de investir em um novo negócio, você precisa ter certeza de que conta com a equipe certa. Nada é mais importante. Na verdade nada chega nem perto em importância.

Os ingredientes mais importantes em qualquer empresa, são inteligência, coragem e visão do líder. Se o produto for ruim, o líder visionário criará outro. Se o mercado encolher, o líder direcionará toda a equipe para outro mercado.

Os empreendedores com menor risco de fracasso são aqueles que conhecem intimamente seu campo de atuação, já dirigiram outra empresa (ou uma divisão) semelhante aquela que planejam lançar e tem uma ideia para um novo atributo, mercado ou tecnologia que vão gerar uma revolução na indústria.

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Cada membro de uma equipe de empreendedores é crucial para o sucesso da companhia. Na fase inicial, a equipe deve ser bastante interdependente, e cada membro deve ser particularmente uteis nas fases iniciais de um negócio em crescimento.

Se você (na função de capitalista de risco ou de CEO) perceber que há um membro fraco ou destrutivo na equipe inicial, aja rapidamente. Todos os envolvidos tem de ser da maior qualidade. Não se pode ser transigente. Pense da seguinte forma: as condições são sempre desfavoráveis para qualquer novo negócio, incluindo as campanhas financiadas pelo capital de risco. Um CEO decidido, talentoso e exigente pode torna-las significativamente mais vantajosas, agindo na direção correta. Um membro fraco da equipe pode reagir na direção errada. Se o CEO estiver adiando o inevitável, o capitalista de risco deve provocar a mudança. Entretanto, se o capitalista de risco perceber que está pressionando demais e não verificar qualquer mudança, pode ser a hora de substituir o CEO.

Em um pitch do seu negócio, em primeiro lugar – vender o líder da equipe. Você tem que passar ao capitalista de risco, a confiança de que pode driblar as condições desfavoráveis e obter êxito.

O que mais? Obviamente, o capitalista de risco quer provas de que sua linha de produção é diferenciada da concorrência. Em geral, ouvimos que nada se cria, tudo se copia. Bobagem! Se isso fosse verdade, o Vale do Silicio seria um mito. Diria que todos os dias há novidades criadas aqui no Vale. Não dizendo que as novidades sejam únicas. Mas, se puder provar que os concorrentes ficarão em apuros, e correndo atrás de você no mercado, será meio caminho andado.

É normal querer saber se você investiu seu próprio dinheiro. Você está colocando parte substancial do seu capital e da sua reputação em risco? Se você não aposta em si mesmo, porque nós devemos apostar?

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Use o PPT com moderação – como ferramenta para resumir a informação, e não como muleta para um discurso a ser decorado. Prefiro olhar nos olhos da pessoa a olhar para uma tela. Se você já tiver um escritório ou uma instalação em funcionamento, convide-me para conhece-lo. Mostre-me sua confiança e entusiasmo. Faça seu mundo parecer tão empolgando quanto é.

Lembre-se também de que a melhor oferta em dólares, ainda que tentadora, não é necessariamente a melhor, já que a oferta por si só não considera o capital intelectual e a reputação dos capitalistas de risco envolvidos.

Papel de um conselho – O conselho é quem toma as decisões no que diz respeito a politicas e estratégias da companhia, mas sem o poder de administra-la. É o CEO quem comanda e lidera, guia e usa o conselho para levar o programa adiante – sempre com os acionista e funcionários em mente como os stakeholders mais importantes. As reuniões do conselho devem abranger: 1) briefings da administração e 2) tomadas de decisões. Nunca devem incluir particularidades insignificantes do negócio.

Devem insistir no fato de o material do conselho ser enviado por e-mail com antecedência para que possam estuda-lo cuidadosamente para a reunião. O material deve incluir a situação financeira detalhada, questões de engenharia, as vendas, o plano de marketing e relatórios da equipe, bem como um resumo feito pelo CEO da situação atual e da estratégia para o futuro. A penetração no mercado, o status do produto ou do serviço e a concorrência, em particular, devem ser de substancial interesse para o conselho.

Os 10 erros mais comuns dos empreendedores a serem evitados

1 – Fazer projeções extremamente otimistas sobre o tamanho do mercado e das compras dos clientes.

Faça seu dever de casa de pesquisa de mercado. Não misture os consumidores em potencial que possivelmente comprarão seu produto e o número de pessoas que realmente vai comprar. Não distorça os números para a maior porcentagem arbitrária possível da base de clientes quando estiver estimando o Market Share de seu produto. Em três palavras: conheça seu cliente.

2 – Subestimar cronogramas e prazos

Lembre-se do sábio conselho de Douglas Hofstadter, em uma máxima nomeada em sua homenagem. “sempre leva mais tempo tempo do que você pensa, mesmo que leve em consideração a lei de Hofstadter” – tenha isso em mente.

3 – Tentar fazer tudo sozinho

Só há 24 horas em um dia e, em geral, não conseguimos produzir bem com menos de sete horas de sono – talvez seis. Você tampouco pode ser especialista em tudo. Tenha uma equipe experiente, de preferência que todos sejam mais inteligentes que você.

4 – Não dominar a missão da companhia

Desenvolva, pratique e decore uma apresentação precisa e concisa da proposição de valor da companhia. Depois peça a todos que façam o mesmo, tendo a consistência como objetivo supremo.

5 – Não cortar custos quando necessário

Não tenha medo de dar um passo para trás. Você pode perder um pouco de reputação, mas não muito. Vai perder muito mais se sair do negócio por não ter feito os cortes necessários.

6 – Ser inflexível

Lide com a realidade mutável. O mercado varia. Novas concorrências aparecem. Você não tem; tem de ser flexível o suficiente para lidar com as inevitáveis reviravoltas.

7 – Não desenvolver um plano de mercado claro.

Ter uma ideia espetacular ou mesmo um produto sensacional não é suficiente. Como o mundo vai conhece-lo? Startups muitas vezes fracassam por não dar a devida atenção a vendas e marketing. Não seja uma delas.

8 – Criar um conselho que só tenha amigos.

Busque toda forma de diversidade. Encontre pessoas com conhecimento do setor, contatos, experiência operacional e tempo suficiente para ser útil. Evite quem mora muito longe; reuniões de conselho por telefone não são producentes.

9 – Não agir durante uma recessão

Esse é o resultado do número 5. Corte pessoal se necessário, mas também faça os fornecedores reduzirem seus preços e oferecerem serviços melhores. Enfrente de forma pesada a concorrência.

10 – Não saber como abordar um capitalista de risco

Esteja preparado. Seja bem claro quanto ao problema que sua companhia pretende resolver e quem serão seus clientes. Ofereça informações detalhadas sobre si mesmo e seus associados principais. Após a primeira reunião, fale mais sobre você e a companhia; não seja tímido. Afinal, você vai ter o melhor produto ou serviço do mundo. Certo?

Nenhum pessimista descobriu o segredo das estrelas, navegou em mares desconhecidos ou abriu uma nova porta para o espirito humano – Helen Keller

Um grande líder fazia questão de que todos soubessem o quanto eram importantes para a companhia e que a companhia confiava neles para atingir os mais altos níveis de excelência no trabalho. Para enfatizar seu ponto de vista, ele chamou um velho homem que trabalhava na cozinha adjacente ao escritório. Pegou um dos copos da mesa a nossa frente e o colocou em direção a luz, girou e apertou os olhos enquanto procurava algo com atenção por um tempo que parecia uma eternidade. Para grande alivio do velho funcionário que lavara o copo, o chefe sorriu e disse gentilmente “você está claramente fazendo um ótimo trabalho”. Quando ficamos sozinhos novamente ele disse: “quero que cada um dos empregados tenha paixão pelo trabalho como tenho pelo meu. Somos todos donos da Infosys e, se cada um fizer um excelente trabalho, seremos donos de uma excelente companhia.” Infelizmente, a Infosys não estava atrás de capital de risco na época, caso contrario, eu teria assinado o cheque na mesma hora.

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Proverbio Japones – Visão sem ação é apenas um sonho. Ação sem visão é um pesadelo.

Henry Ford – Visão sem execução é apenas uma alucinação

Mais do que em qualquer lugar do mundo, o Vale do Silicio é a terra dos apertos de mãos. Sua palavra é seu compromisso – ou terá sérios problemas.

Para haver uma aliança entre fundo de riscos e uma nova região. Primeiro, é preciso haver o potencial para um recurso semelhante a uma comunidade – um tipo de interesse ou motivo comum para se reunir – em que os empreendedores sejam capazes de encontrar outros de forma descontraída, mas com uma finalidade. Segundo, é preciso contar com uma boa universidade voltada para a tecnologia na região. (É verdade, a expressão “na região” vai se tornando cada vez mais ampla na era da internet e da comunicação global instantânea, mas, ainda assim, ter um recurso técnico razoavelmente próximo é útil). Terceiro, é necessário haver pelo menos o inicio de uma comunidade de capital de risco local e alguns investidores anjos para cumprir sua função particular. Quarto, a mídia local precisa conhecer o assunto e ter razoável simpatia por empreendedorismo e capital de risco. Por fim e mais importante, um governo receptivo ao empreendedorismo é essencial.

Planos são importantes, mas pessoas são fundamentalmente importantes.

É difícil dizer o que é impossível, já que o sonho de ontem é a esperança de hoje e a realidade de amanhã.

Ao usar as lentes de hoje, poucos conseguem enxergar de onde a elegante solução de amanhã virá.

Empreendedores provam que o conhecimento convencional pode ser convencional, mas nem sempre é a forma mais inteligente de agir. Eles demonstram que boas ideias – as que mudam o mundo – são muitas vezes rejeitadas inicialmente por todos, com exceção de um pequeno grupo de pessoas que enfrentam o risco e de pensadores inovadores.

 

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