O livro De onde vem as boas ideias do Steven Johson é um novo ponto de vista sobre inovação, tem algumas percepções interessantes para fomentar a inovação e a criatividade. É um livro que ajuda muito governos, entidades e empresas a perceberem porque não conseguem incentivar mais a inovação.

Ambientes que bloqueiam ou limitam essas novas combinações – punindo a experimentação, obscurecendo certas áreas de possibilidade, tornando o estado atual tão satisfatório que ninguém se dá o trabalho de explorar suas bordas – irão, em geral, originar e difundir menos inovação que aqueles que estimulam a exploração. A infinita variedade da vida que tanto impressionou Darwin, postado diante das águas calmas das ilhas Cocos, existe porque o recife de coral tem uma competência extraordinária para reciclar e reinventar as peças sobressalentes de seu ecossistema.

O segredo para ter boas ideias não é ficar sentado em glorioso isolamento, tentando ter grandes pensamentos. O truque é juntar mais peças sobre a mesa.

Uma boa ideia é uma rede. Uma constelação especifica de neurônios – milhares deles – se acende, uns em sincronia com os outros, pela primeira vez em nosso cérebro, e uma ideia pipoca em nossa consciência.

Assim, quando voltamos os olhos para o mecanismo original de inovação na terra, encontramos duas propriedades essenciais. Primeiro, uma capacidade de estabelecer novas conexões com o maior número possível de outros elementos. Segundo, um ambiente “randomizante” que estimula colisões entre todos os elementos do sistema.

Redes liquidas de alta densidade tornam mais  fácil a ocorrência da invenção, mas também servem a função essencial de armazenas essas inovações.

A rede, ela própria, não é inteligente; os indivíduos é que ficam mais inteligentes por estarem conectados a ela.

Intuições que não se conectam estão fadadas a continuar sendo intuições.

A serendipilidade requer colisões e descobertas improváveis, mas também algo que ancorá-las.

o acerto nos mantém no mesmo lugar - steve

Quando estamos errados, temos de desafiar nossas suposições, adotar novas estratégias.

Boas ideias tem maior probabilidade de emergir em ambientes que contêm certa quantidade de ruído e erro.

Os melhores laboratórios de inovação são sempre um pouco contaminados.

A inovação floresce em espaços postos fora de uso. As plataformas emergentes extraem grande parte de sua criatividade da reutilização inventiva e econômica de recursos existentes.

Quando não é preciso pedir permissão a inovação floresce.

Como a web, a cidade é uma plataforma que muitas vezes torna o comercio privado possível, mas ela própria está fora do mercado. Fazemos negócios na grande cidade, mas ela percebe a todos. As colidem, emergem, recombinam-se; novas empresas encontram abrigo nas estruturas abandonadas por antigos hospedeiros; eixos informais permitem que diferentes disciplinas façam empréstimos uma das outras. São esses espaços que há muito sustentam a inovação.

As ideias surgem em abundância. Elas surgem em redes liquidas em que a conexão é mais valorizada que a proteção.

Os padrões são simples, mas, se adotados conjuntamente, ajudam a criar um todo mais sábio que a soma de suas partes. Faça uma caminhada; cultive intuições, anote tudo, mas mantenha suas pastas em desordem; abrace a serendipidade. Cometa erros produtivos; cultive diversos hobbies; frequente cafés e outras redes liquidas; siga os links; permita que outros se baseiem em suas ideias; tome emprestado, recicle, reinvente. Construa uma ribanceira emaranhada.

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