Piratas Somalis evolui mais rápido que a policia naval. Tem menos burocracia, inovam mais e vence.

via GIPHY

DESAJUSTADOS DE VERDADE NÃO PROCURAM APENAS FORNECER UM SUBSTITUTO PARA UM SERVIÇO EXISTENTE; ELES QUESTIONAM SE TAL SERVIÇO É NECESSÁRIO, PARA COMEÇAR.

Embora desajustados e empreendedores tenham traços em comum – são “tomadores de risco” naturais e buscam liberdade e autonomia por meio de sua própria paixão e seu jeitinho -, não devem ser confundidos. Desajustados são contra-culturais, autoquestionadores e vulneráveis. Avançam limites. Desafiam sistemas. Claro, as a personalidade desajustada encontrar-se no corpo de um empreendedor, e quando essas identidades se misturam, os resultados podem ser explosivos.

“Como artista, você tem que pensar na sustentabilidade do que vai fazer sob um prisma de empreendedor… Não pode contar só com suas habilidades puramente criativas, ou genialidade. Essa época já passou se é que algum dia existiu” – Weiler.

A informalidade tem a ver com incentivar a espontaneidade, libertar as pessoas para que dependam da motivação intrínseca (seus valores) e instintos em vez de deferirem-se as regras, códigos e incentivos (aumentos e promoções) impostos por autoridades exteriores.

ESSE É O MELHOR VÍDEO SOBRE LOUCOS:

Os piratas de antigamente criaram códigos de democracia para governar seus navios. Manifestantes precisam criar um consenso e estruturas cooperativas de organização. Comunidades open-source criam suas regras internas de conduta e participação. O que esses grupos sabem muito bem é que a autonomia gera confiança, comprometimento e a emergência de missão e propósito coletivos.

Os desajustados em geral abraçam a autogovernança porque não confiam em autoridade e não são facilmente coagidos a aceitar a lógica ou o comando de outra pessoa.

Na prisão, vive-se com uma similar mentalidade de tudo ou nada. Se for para entrar numa luta, é melhor lutar com tudo o que tiver ou você morre. “Não pode só dar um soco e sair” – Ruiz

Entre as características que fazem um empreendedor de sucesso uma se destacou: a delinquência juvenil. Os autores descobriram que pessoas que se envolveram em “atividades agressivas, ilícitas ou de risco” até os 10 anos de idade têm mais chances de se tornarem empreendedores de sucesso.

Uma mentalidade de criatividade e frugalidade que está no cerne do espirito do jeitinho é: é a disponibilidade para usar tudo que se tem em mãos que possa ajudar a alcançar objetivos. Quem usa o jeitinho de modo eficiente foca no que tem, não no que não tem, e encontra jeitos novos de usar todas as ferramentas a que tem acesso. Sabe também que não é preciso esperar até que todos os elementos estejam alinhados perfeitamente para lançar um empreendimento.

os imbecis de hoje - helena

A pessoa que usa o jeitinho não fica esperando que as condições perfeitas se apresentem, mas toma o destino nas próprias mãos, usando quaisquer ferramentas de que disponha, impulsionando-se adiante com vontade irreprimível de ter sucesso e determinação de sobreviver.

Muitos inovadores na China e na Índia argumentam que se apropriar da propriedade intelectual de empresas maiores, sobretudo ocidentais, é um dever ético, especialmente quando essas companhias não colocam preços acessíveis em seus produtos. O shanzhai é uma solução atual para um dilema histórico de Robin Hood: perante um governo tirânico, roubar dos ricos para dar aos pobres.

Este vídeo é muito provocativo sobre um grande erro no empreendedorismo – VÍDEO DA GRANDE BESTEIRA

“Os imitadores não têm tantas chances de serem complacente, problema significativo para inovadores e pioneiros que são levados pelo sucesso ao ponto de subestimar os perigos que espreitam no retrovisor”. “Os imitadores, por outro lado, que “vêm de trás” tendem a ser paranoicos com outros que possam seguir seus passos e estão mais bem preparados para repelir o ataque”. Os pioneiros em geral ficam presos num único modo de fazer as coisas – o modo que inventaram -, enquanto os imitadores em geral têm mais ciência das mudanças e transformações do mercado precisamente porque imitaram.

Muito de nós se prendem as próprias ideias. Mas parte de aprender a inovar é reconhecer que outras pessoas às vezes têm ideias melhores, e que aquilo que achamos ser “nossos” pensamentos não são nem um pouco ideias nossas, mas algo que apenas vimos.

É importante lembrar que a pessoa que inventa uma ideia nem sempre é a melhor para executá-la ou ver essa ideia crescer. Se você for um ser criador sentado numa fonte de ideias, certifique-se de enfatizar a execução em detrimento da propriedade. Não se perca no jogo infantil do “isso é meu”. Não se trata do que você é capaz de pensar ou imaginar, mas do que é capaz de fazer.

dizem que sou louco - khalil

O imperativo hacker: a motivadora necessidade de entender como os sistemas funcionam e reconstruí-los de modo evoluído.

Hackear pode tanto identificar fraquezas de um sistema quanto ver como ele pode ser melhorado. Dentro da economia desajustada, o principio de hackear refere-se a invadir o sistema e muda-lo para melhor.

Este é um vídeo sobre ainda dá tempo de mudar – VÍDEO PODE MUDAR

Existe um poder tremendo em entender o sistema que você está querendo reinventar.

Foi a natureza da vida a bordo dos navios mercantes o que inspirou os piratas a dominar o sistema, hackeá-lo e muda-o para melhorar. Como marujos, conheciam o sistema, tinham ciência acurada das fraquezas e entendiam, por sua experiência, como a natureza hierárquica dos navios mercantes deixava as tripulações insatisfeitas e incapazes.

“Hackear é um modo de construir algo ou testar os limites do que pode ser feito” – Mark Zuckerberg.

Como os piratas do século XVIII e os hackers da informática, procuram fazer isso desenvolvendo uma compreensão intima do sistema que querem melhorar para poderem reconstruí-lo de modo mais eficaz.

A camuflagem não é estratégia apenas dos desonestos, mas para todos que precisam que seu trabalho permaneça sob os radares até que sejam aceitos e tenham apoio.

a imitação é o jeito mais sincero de - charles

Se você está hackeando um sistema de fora, em geral é importante criar aliados dentro do sistema que possam ajuda-lo em sua causa.

A mentalidade hacker passeia convicta pela economia desajustada; um desejo ardente de dominar o sistema. Um compromisso com a partilha livre de informações, que abre caminho a inovação colaborativa. Uma vontade de consertar ou melhorar. A aspiração de conseguir um entendimento profundo de um sistema (e de seus componentes) para poder reconstruí-lo ou melhorá-lo. Estes são, todos, princípios que podem ser aplicados com ótimos resultados na economia forma, conforme buscamos melhorar as organizações, os sistemas e as instituições que nos cercam.

O principio do provocar não tem a ver com ter todas as respostas nem algumas delas, e sim com criar as condições para que ocorra uma nova conversação, desafiar o ortodoxo, encorajar a dispersão e imaginar alternativas.

Como todos os grandes empreendedores, os desajustados provocadores nos fazem acreditar numa versão diferente da verdade por que têm a audácia de imaginar um mundo diferente.

Ao considerar como e por que provocar, lembrar-se de que a provocação nem sempre leva a uma mudança de causa e efeito, no aqui e agora. Quando você provoca, não está ligado a um resultado especifico. Está assumindo uma posição – e nem sempre está ciente das consequências.

Mas os mundos temporários criados pelos provocadores atiça o dialogo em nossa cultura formal e criam as condições para que ocorra a inovação.

Girar significa ter a coragem de seguir um novo caminho, mesmo perante a duvida, a pressão da sociedade, a resistência dentro da empresa ou a oposição da comunidade. Engloba a disposição de transformar completamente o senso que se tem desconhecido, apesar de estar incerto.

Ficamos tão distraídos e sobrecarregados pelo fluxo constante de informação que perdemos a noção do que é real.

“A solidão oferece energia para a transformação” – Henri Nouwen.

“Se um homem não acompanha o passo de seus companheiros, talvez seja porque escuta um ritmo diferente. Deixe que ele dance conforme a musica que escuta, ainda que em outro tempo ou distante” – Henry Thoreau.

A vontade de escapar não aparece apenas nos ermitões amadores ou aspirantes a empreendedor. Às vezes, ao deixar tudo para trás, você se força a radicalmente reinventar-se.

Sua curiosidade lhe força a embarcar em jornadas nas quais não tem todas as respostas.

O desconhecido pode deixar qualquer um desconfortável.

“Você precisa escutar duas vezes mais do que fala, porque enquanto as pessoas estiverem preocupadas com os próprios problemas, elas nunca verão questões maiores” – Jason Clay

Você entende que o fracasso é inevitável. Às vezes o fracasso pode ocorrer pelos seus próprios esforços, mas frequentemente acabam ocorrendo por causa de algo que está além do seu controle. Você pode ter uma temporada ruim: chuva demais ou de menos, por exemplo. Clay disse que aprendeu a recuperar-se depois de desapontar-se e tentar de novo. Mantinha um malabarismo intenso, não investindo muita energia num único projeto ou iniciativa. Esse tipo de diversificação foi algo que ele aprendeu sendo fazendeiro. Aos quatro anos, ele já aprendia sobre a dispersão de risco às plantas diferentes plantas que vão bem sob condições diversas.

Ao trazer uma ideia para o mundo deparamo-nos com a enormidade de sistemas e normas mutantes ao nosso redor. E isso pode ser um processo muito mais lento.

hacker é aquele - charles

“É um caminho difícil. Porque você tem que vender sua visão o tempo todo para tanta gente que não enxerga o mundo como você” – Hoke.

Às vezes você precisa tratar seu trabalho como uma maratona, poupando sua energia nos primeiros quilômetros.

Em seu modo mais simples, um grupo é como uma incubadora para cultivar o desajustado interior de cada um.

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário