A Quinto Andar é uma das Startups mais disruptivas do mundo imobiliário no Brasil atualmente, ela facilita consideravelmente o processo de locação, tornando-o muito mais ágil e pratico. Mandei uma pergunta ao André para os e-books e livros que venho fazendo e veja o que ele pensa sobre estimularmos o empreendedorismo:

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1 – O que deveria ser feito para conseguirmos fomentar ainda mais as Startups no Brasil?

Gosto de discutir o fomento, mas gosto de separar fomento (incentivo) de subsídio. Primeiro, vou contar que hoje em dia sou contra subsídios a empresa, salvo raras exceções. Por dois motivos:

  1. i) Acho que o subsídio vicia e cria a falsa sensação de viabilidade. Se o negócio de uma startup é “pivotar até funcionar” ou achar o modelo certo para ter receita, o subsídio joga contra.
  2. ii) O subsídio é burocrático. Geralmente são meses para enviar o projeto, meses para sua aprovação e meses para chegar o dinheiro. Entre a ideia e a grana é quase um ano, e até lá a ideia já envelheceu e deveria ter evoluído (ou acabado). Pior: depois que entra o dinheiro da subvenção, a verba é rubricada; para se usar a verba na produção de algo diferente, é preciso submeter um outro pedido e aprovar de novo.

Acho que em vez de subsídio, o fomento deve ser com duas ações urgentes:

– simplificação do sistema tributário, mesmo para empresas com capital estrangeiro (já que as empresas suportadas por venture capital muitas vezes tem dinheiro de fora);

– a facilitação e redução dos custos de contratação de mão-de-obra; hoje é caro e burocrático contratar gente no Brasil.

Mesmo se conseguirmos estes 2 itens, estaremos muito longe ainda do Vale do Silício. Lá, além da mecânica tributária mais simples, tem o ecossistema todo – mão-de-obra experiente, universidades não-engessadas e bem integradas com as empresas, competição de verdade, decisões rápidas, comunidade de investidores.

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